OS MENOS IGUAIS
Pedro Valls Feu Rosa é Desembargador, ex presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (pedrovallsfeurosa.com.br)

Dia desses li um interessante estudo produzido nos EUA, pela Universidade do Arizona. Decidiu-se buscar as variações históricas dos índices de desigualdade pelo planeta afora. Eis aí, sem sombra de dúvidas, uma questão fascinante: diante da evolução tecnológica da humanidade, como comportou-se, ao longo do tempo, a divisão da riqueza por ela produzida? Os pesquisadores decidiram aplicar aos valores encontrados o coeficiente conhecido como GINI, que varia de 0 (nenhuma desigualdade) a 1 (maior desigualdade possível).

Começou-se o levantamento pelas sociedades mais primitivas, nas quais os seres humanos sobreviviam da caça. Concluiu-se que, naqueles dias, o coeficiente GINI era de 0,17.

A humanidade, lentamente, desenvolveu-se. Alcançou a era da agricultura, com todas as suas respectivas técnicas – um avanço notável. Porém, igualmente avançou o coeficiente GINI, que evoluiu para 0,35.

Passou-se ao exuberante Império Romano, no qual a humanidade, de um lado, produziu obras maravilhosas, mas, paradoxalmente, viu aprofundar-se o fosso entre ricos e pobres – no apogeu de Roma, eis o coeficiente GINI pulando para 0,48.

Chegamos aos dias de hoje. Da eletrônica à medicina, da literatura à engenharia, a humanidade orgulha-se de seus feitos maravilhosos – esquecendo-se, no entanto, da vergonha embutida em um coeficiente GINI de 0,7 (índice encontrado na cidade de Londres, no Reino Unido).

Em que se traduz todo este “índice de desigualdade”? Vamos a um número de mais fácil assimilação: em 2017, apenas 1% dos seres humanos concentravam 50% da riqueza de todos os demais! Este dado choca ainda mais se nos recordarmos de que em 2008 possuíam “apenas” 42,5% – ou seja, o problema piora a passos largos.

Diante desta realidade, há os que sugerem maior tributação aos ricos ou medidas análogas. Modestamente, indicaria caminho outro: que todos tenham acesso aos meios de produção de riqueza. Que cada pessoa possa competir com justiça, liberta da ação do verdadeiro “governo paralelo” em que se transformaram as grandes corporações – cujo tamanho, poder e riqueza devem encontrar, e com urgência, um limite.

Até lá, fiquemos sob aquela realidade ironizada por Anatole France: “a lei, no seu majestoso igualitarismo, proíbe tanto os ricos quanto os pobres de dormir debaixo da ponte”.

É possível dinamizar uma empresa sem demitir?

Guaracy Silva é jornalista

 

Uma pergunta que não quer calar...

É possível dinamizar uma empresa sem demitir? Segundo os especialistas, em princípio, a resposta é sim.

O “X” da questão está na fórmula, especialmente em tempo de crise econômica avassaladora como a que está aí, fechando porta de milhares de pequenas, médias e grandes empresas país afora. Milhões de trabalhadores estão desempregados.

Especialistas com quem conversamos, reafirmam que a crise é aguda, fruto de um gravíssimo erro político-administrativo, desvio de conduta em todos os níveis etc. Mas foram unanimes em afirmar que, cada caso é um caso, para ser analisado de maneira profunda e criteriosamente, porque demitir deve ser o último recurso. Existem medidas preventivas, com as quais, o bom gestor pode e deve ficar de olho no dia a dia.

Por exemplo: com a maré favorável, uma empresa deve ser gerida sem euforia exagerada, com um olhar na possibilidade de um revés econômico, oscilação de mercado coisas desse tipo.

Assim, não é porque o tempo é de vacas gordas, que a porteira deve ser aberta, com admissões emocionais, porque se o quadro se reverter, tem o recurso da demissão, pura e simplesmente.

Primeiro erro tático: demissão de um empregado custa caro a qualquer empresa e, por tabela, também aos cofres públicos com o seguro desemprego, por exemplo.

Segundo erro: dependendo da atividade e da qualificação do empregado, a principal perdedora pode ser a própria empresa, isto porque, não se faz um profissional com perfil moldado às exigências de uma empresa do dia para a noite, e aí dá-se a descontinuidade que acaba afetando todo o conjunto, e não raro, contaminando o futuro da empresa.

Significa que, nem sempre a solução se restringe a uma demissão. 

Os especialistas observam que uma boa gestão empresarial deve, sempre, adotar como principal norma empreendedora e criativa, o envolvimento dos empregados, na busca incessante de melhores resultados, conscientizando-os que esse é o melhor caminho, bom para ambas as partes, mesmo em tempo de maré baixa.

Ter um empregado parceiro, é sempre meio caminho andado para o fortalecimento de uma empresa. Mas isso depende da visão administrativa de cada empresário/gestor. 

Em 26 de janeiro de 2018

Prevenção a Tuberculose

A Tuberculose pode levar anos para apresentar sintomas.

Transmissão:

1-  Ocorre por meio das secreções respiratórias (tosse e espirro) e pelas gotículas de saliva

2-   As pessoas contaminadas costumam eliminar milhares de bacilos no ambiente ao tossir

3-  Esses bacilos podem ser inalados por pessoas saudáveis e provocar o adoecimento.

Tipos:

O tipo mais prevalente é a tuberculose pulmonar, mas é possível que a doença atinja o fígado, baço, rins e meninges (forma disseminada da doença).

Sintomas:

Tosse seca por várias semanas seguidas, febre no final do dia, suores noturnos, emagrecimento repentino, falta de apetite, fraqueza, cansaço.

Tratamento:

Curável em praticamente 100% das novas ocorrências mediante medicamentos. Para prevenir a doença é necessário imunizar as crianças obrigatoriamente no primeiro ano de vida ou no máximo até quatro anos.

 

Folha de São Paulo, 25/03/2010

Estresse, causa e efeito
Guaracy Silva

Dívidas, desemprego, trânsito, insegurança, sobrecarga de trabalho, problemas conjugais. Eis algumas das situações que estão no dia a dia de cada um de nós, variando apenas na dosagem, e que podem levar ao estresse.

De acordo com os especialistas, em algumas categorias profissionais, o homem é mais vulnerável ao problema e, dessa forma, deve cercar-se de maiores cuidados. Por exemplo: advogados, motoristas profissionais, jornalistas, policiais, estudantes em época de provas, etc.

Mas afinal, o que é o estresse? ...

Segundo os especialistas, o estresse é um estado de tensão e ansiedade generalizado, provocado por uma superexigência do corpo e da mente, em situações que a pessoa se sente sobrecarregada por excesso de responsabilidade.

Um conjunto que inicialmente provoca uma descarga de adrenalina que, por sua vez, estimula a atividade cerebral e a racionalidade.

Nas grandes empresas, o estresse costuma fazer a diferença entre os trabalhadores que em um mesmo ambiente vivem sob intensa carga de trabalho e rigorosa cobrança. Em Londres, um estudo envolvendo as multinacionais Pepsi Cola, Westinghouse, Duracell e Du Pont, mostrou que o excesso de serviço é a principal causa de falta ao trabalho. O estudo revela que o estresse não é só um problema de saúde pública mas, também, de saúde empresarial, de modo especial em locais de trabalho onde os trabalhadores se sentem vigiados em vez de apoiados.

Uma das soluções aconselhadas, foi a ampliação da assistência psicológica aos trabalhadores por parte das empresas, já que, segundo o estudo, quem executa tarefas monótonas e do tipo rotineira, está mais sujeito ao esgotamento físico e mental, algo que em geral, as empresas não estão preparadas para tratar do problema numa fase inicial, só o fazendo quando ocorre uma crise. Aí, o mal é tratado com ações de emergência, o que não impede os danos pessoais e prejuízos para as empresas. Há necessidade da adoção de programas para atacar as causas, o estudo recomenda que o aconselhamento psicológico seja, ao mesmo tempo, de fácil acesso, neutro e prático para que venha merecer a confiança do trabalhador.    

Histórias do trânsito capixaba
Guaracy Silva é jornalista

Foi o então major João Nascimento dos Reis – hoje coronel aposentado – quando diretor geral do Detran do Espírito Santo, que iniciou a fiscalização via radar no trânsito de Vitória. O primeiro equipamento do gênero, importado da Suíça denominado multanova, registrava na mesma foto toda, a parte traseira, destacando a placa do veículo, a velocidade, horário, e local da infração.

Em alguns casos, a foto permitia até identificar o número de ocupantes do veículo. Foi exatamente aí que o bicho pegou para um certo engenheiro, quando a multa, acompanhada da foto remetida pelo Detran, chegou a residência do motorista.

A esposa identificou o carro da família e o marido muito bem acompanhado de uma mulher, cabelos longos, que em atitude de muita intimidade, tinha o braço esquerdo sobre o ombro do motorista, que transitava em local e horário, que nada tinha a ver com sua atividade profissional, como supervisor de uma importante obra da construção civil na Praia do Canto.

A esposa que tinha cabelos curtos, não suportou tamanha traição. Havia outra na vida do seu marido e assim chegava ao fim um casamento de pouco mais de cinco anos.

Os personagens, não identificados por motivos óbvios, continuam circulando em nossa cidade, saudáveis e em outras respectivas companhias. Afinal a vida continua.  

Em 21 de janeiro de 2016.

Publicado no Jornal O Porta-Voz - Edição 68 em Junho de 2015

Abandono Cruel I

O Antigo prédio da foto, localizado na Cidade Alta no Centro da capital Vitória, no Estado do Espírito Santo, foi durante décadas um dos mais importantes e tradicionais estabelecimentos do ensino médio:  Colégio São Vicente de Paulo

Expressivas figuras do mundo político, empresarial e da sociedade capixaba, passaram pelos seus bancos. 

Mesmo estando dentro do sítio histórico da cidade, conforme Lei Municipal, hoje encontra-se em completo abandono, a exemplo do que sempre acontece com a cultura nesse país. 

Até quando? 

Guaracy Silva 

Em 10 de novembro de 2015.

Abandono cruel II


Concha acústica (Parque Moscoso/Vitória)

Guaracy Silva é jornalista

 

Já foi o mais importante e tradicional espaço cultural da capital Vitória. Local onde o povo, invariavelmente, se reunia nas noites de sábado, para assistir, gratuitamente, divertidas apresentações de calouros, malabaristas, artistas capixabas dos mais variados gêneros.

Hoje, exatamente como mostra a foto exclusiva, a belíssima arena, encontra-se totalmente esquecida pelos promotores culturais, de modo especial, aqueles diretamente ligados a secretaria específica da Prefeitura de Vitória.

Em 15 de fevereiro de 2017

Alerta Geral 

=todos contra o tabagismo=

 O tabagismo, além de prejudicar as vias respiratórias e pulmões, potencializa o risco das doenças do coração, uma vez que sua ação contínua, provoca o endurecimento das veias e artérias e pode aumentar o ritmo dos batimentos do coração e a pressão arterial.

Seja você também um agente de combate ao tabagismo.  

Alerta Geral II


Pipa e linha com cerol
coloca vidas em risco

Guaracy Silva

As autoridades precisam ficar mais atentas, para uma perigosa atividade, que em alguns bairros de Vila Velha, vem sendo praticadas por pessoas irresponsáveis, aproveitando-se do período de férias escolares.

Trata-se da fabricação e venda de pipas, acompanhada de linha com o perigoso cerol. Com a criançada em férias e com maioria dos bairros, sem qualquer opção de um lazer saudável, soltar pipa passa a ser a única escolha.

Com isso, aumenta também o risco de acidentes, como quedas de lajes, choques na rede elétrica, e o que é pior, pessoas atingidas com linhas de pipa revestidas com o perigoso cerol, que no caso de motociclistas, pode até vir a causar um óbito.

Não só autoridades, mas principalmente os pais e a comunidade de um modo geral, devem se mobilizar e denunciar a fabricação a venda desse produto. 

Em 22 de dezembro de 2016

Transgressão da lei


Serviço de Borracharia dentro da pista da avenida Carlos Lindenberg no bairro Cobilandia. 

Estão esperando uma tragédia para adotar providências já previstas no Código Brasileiro de Trânsito.  

Década de 1920...


Avenida Cleto Nunes, vendo-se à direita um terreno onde hoje está o Centro de Saúde de Vitória, que tem frente para a rua Cais de São Francisco. Mais adiante, uma área arborizada onde foi construído o tradicional Parque Moscoso.

Ao fundo, a esquerda, destaca-se a Santa Casa de Misericórdia na cidade de Vitória capital do Espírito Santo. 

Nosso fotógrafo foi até o local - Escadaria Antonio Carlos Messina - de onde há algumas décadas alguém registrou a imagem aí de cima e, mais ou menos do mesmo angulo colheu este flagrante.

Observe o que o progresso fez na região. Não é mais possível visualizar lá no fundo a direita livre e integralmente o Moxuara que fica no município de Cariacica, nem a vigorosa vegetação do tradicional Parque Moscoso. Na área coberta por capim está o Centro de Saúde de Vitória e a esquerda os prédios impedem que se veja a Santa Casa de Misericórdia. 




Início da construção da avenida Jerônimo Monteiro, principal artéria da cidade de Vitória, capital do Espírito Santo – Brasil. Vendo-se ainda um antigo acesso para o mar da baía de Vitória com o Penedo ao fundo.

Verdadeira obra de arte da natureza. A pedra do sapo na Praia da Costa, Vila Velha no estado do Espírito Santo – Brasil 


Verdadeira obra de Arte da Natureza II



Conhecida como Pedra do "Pão Doce" o imponente maciço rochoso fica no bairro São Torquato/Vila Velha - Estado do Espírito Santo - Brasil 


Exclusivo: Rádio EducaSom FM

REMINISCÊNCIAS DE UMA CIDADE 



Início da Construção do Palácio Domingos Martins na Cidade Alta - Vitória capital do Espírito Santo, antiga sede da Assembléia Legislativa.  

Atual imagem do mesmo prédio com sua fachada totalmente restaurada. 

A edificação está sendo preparada para servir como sede da Orquestra Filarmônica do Espírito Santo.

Ainda não está fixada oficialmente a data para entrega da obra. 





Antiga sinaleira de trânsito, a primeira instalada nas ruas de Vitória, capital do Espírito Santo. 

Funcionou na avenida Governador Bley, atrás dos Correios e Telégrafos entre os anos 30 e 50. 

O verde e o vermelho eram acionados normalmente pelo Agente de Trânsito acompanhado de um sinal sonoro. 





Catedral Metropolitana de Vitória capital do Espírito Santo, na década de 30 ainda em fase de construção. 


Imponente e majestosa, ostentando arquitetura ímpar, esta é a Catedral Metropolitana de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo - Brasil. 

Esquecimento...


Essa é mais uma magnífica obra do mestre Roberto Burle Marx que, esquecida, encontra-se em uma parede interna no edifício das repartições públicas, atrás de alguns tapumes, porque no ano passado as vidraças frontais do prédio foram totalmente destruídas por vândalos e nunca mais repostas. Lamentável.


Exclusivo Rádio EducaSom FM  

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